segunda-feira, 19 de setembro de 2016

AS NOVAS REGRAS PARA MELHORAR SUA AUTOESTIMA





Quando nos defrontamos com os outros e percebemos nossas dificuldades, quando percebemos não ter a força de vontade que eles manifestam, quando gostaríamos de ter mais confiança em nos mesmos, temos dois caminhos a seguir: nos convencer que podemos ser como eles ou ...aprender a ser como somos!
A)   Autoestima não é ser mais forte.
Muitos pensam que ter uma boa autoestima, seja se sentir mais forte: imaginam ser um autoconvencimento sobre os próprios meios que alimenta a autoconfiança, como quando se fala: “Acredita ter sempre razão, é impossível discutir com ele.” Não tem muito a fazer, alguns são convencidos disso e outros não. Quem não pensa assim, se sente fraco, inferior, aceita ser explorado pelos outros sem conseguir se rebelar, encontra parceiros errados que o maltratam, é muito temeroso, introvertido e tímido...TUDO ERRADO! Não existe força sem fraqueza. Quanto mais quiser ser somente forte, controlador, parecido com aquele modelo de fortaleza e pragmatismos que se convenceu ser o ideal, mais se sentirá frágil e inseguro e sem autoestima.
B)   Não adianta se autoconvencer
Muitos se convencem de forma errada que para aumentar a autoestima precisa treinar, ou seja, se autoconvencer cada vez mais: “Você consegue, deve ser cada vez mais forte, não pode pensar em coisas negativas, deve melhorar, acreditar cada vez mais!” Deve, deve, precisa, : percebe como se autoconvencer significa dar ordens a si mesmo? “Com os outros fica calado e fica escondido em um canto? Força,... peito para fora, barriga para dentro, sorriso nos lábios, segure as rédeas da sua vida! Força, ... deve ser o melhor, mostre seus recursos escondidos, seja o melhor!” Parece treinamento militar, parece como treinar um bicho, impor algo e dar o premio quando conseguir... Como é que pode aumentar sua autoestima se você mesmo se considera um cachorrinho a ser treinado? Os cachorros obedecem porque são treinados, e você, como imagina se sentir mais forte, mais firme, mais seguro de sí, obedecendo a ordens auto impostas? Conceitualmente isso significa que você mesmo se sente errado e inadequado, não os outros.

C)   Encontre em você mesmo as emoções
Autoconvencimento é um processo racional, onde considera a sua mente como um musculo. Assim como na academia treina os músculos com os equipamentos específicos, assim acredita poder treinar sua mente com os recursos da racionalidade, se impondo “conceitos feitos”. Mas não considera que tudo que é mental, é emocional, instintivo, irracional e nada tem a ver com a logica, a razão. O mundo interior é um abismo feito por outras substancias, as emoções, indefinidas de forma consciente, logica e racional.

D)   Timidez é uma força poderosa
Observe as coisas por outro prisma, mais intenso: quando está no meio de pessoas e não encontra as palavras certas ou a postura ideal, isso não quer dizer que está tímido ou fraco ou que precisa melhorar, significa que tem um lado obscuro da sua personalidade que se põe em evidencia naquele momento e que o bloqueia, impedindo-lhe de falar ou de se mexer. É nesses momentos que pensamos e nos questionamos sobre “O que os outros pensam de mim, como será que estão me julgando, será que fui bom, será que atendi as expectativas? Sou sempre o mesmo, Gostaria ser diferente, Gostaria mudar...” Se aceitamos que essas forças obscuras fazem parte da nossa mente e deixamos de entrar em conflito com elas, conseguindo nos aliar a elas, nos colocando complementares a tudo isso, vamos enxergar de forma mais objetiva tudo o que está acontecendo e iniciar a mostrar o que somos e como somos, participando de tudo isso do nosso jeito, mais silencioso, mais em segundo plano, mais profundo, menos superficial.

E)   De espaço a sua unicidade
O poder do Silencio e do Mistério quando é visitado pela Timidez, o poder do Fogo e da Paixão quando é visitado pela Inveja, o poder da Visão a longo prazo quando é visitado pelo Isolamento, ajudam você a tornar tudo possível na sua vida, sem querer parecer aos outros, sem buscar ser mais forte: ao contrario, deixar que essas forças obscuras se manifestem, sem procurar se mudar, sem se treinar. Autoestima não é ser forte, mas é dar espaço para que as emoções se manifestem, tornando tudo possível na vida.

domingo, 11 de setembro de 2016

30% da população mundial sofre de insônia





Até 35% dos paulistanos reclamam de insônia, problema que, não bastasse o sacrifício noturno, gera, durante o dia, irritabilidade, fadiga, perda de memória e concentração, sem contar que ainda predispõe a infecções, depressão e doenças cardíacas. As mulheres padecem mais do transtorno: para cada portador do sexo masculino, há três do feminino.

Existem alguns estágios do processo do sono que vão do bem leve ao mais profundo, e os mesmos se alternam em ciclos. Não há uma quantidade exata de horas que devemos dormir, e isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com a faixa etária. Alguns indivíduos precisam dormir de 6 a 8 horas, outros se sentem mal se não tiverem 10 horas de sono.  Mas o que se sabe é que dormir bastante não significa dormir bem.  O importante não é tanto a quantidade de horas dormidas, mas sim a qualidade do sono que permite ao indivíduo se sentir bem-disposto e regenerado física e emocionalmente.

Muitos são os problemas que podem ocorrer durante o sono, como insônia, apneia, sonambulismo, entre outros.  Este distúrbio é um aspecto clínico ou um critério de diagnóstico relacionado a várias formas de psicopatologias, quase todas condições de depressão ou ansiedade, associadas à dificuldade de iniciar ou manter o sono. Segundo estatísticas, mais de 30% da população mundial sofrem de insônia.

Tipos mais comuns de insônia:
Insônia idiopata - inicia na infância e é uma dificuldade de manter um sono adequado durante a vida, provavelmente devida a um defeito dos mecanismos neurológicos controladores do processo sono-vigília. Apesar do sono mais difícil, esses indivíduos, por carregarem a patologia há muito tempo, têm menos problemas psicológicos e lidam melhor com a dificuldade do que, por exemplo, os portadores da Insônia psicofisiológica, que é a dificuldade em começar e/ou manter o sono. A insônia acompanha um baixo desempenho nas atividades quando no estado de vigília, aumento do nível de tensão e de ansiedade.

Temos ainda a Insônia subjetiva, que é a sensação relatada pelo paciente de ter dormido mal ou não o suficiente para descansar, apesar desta queixa não ser comprovada objetivamente; e a crônica, que  ataca milhões de pessoas em todo o mundo e, na maioria dos casos, vem acompanhada de distúrbios físicos, como movimentos involuntários das pernas e problemas respiratórios.

Pode ser ainda consequência de maus hábitos, como: trabalhar (ou estudar) até a hora de se deitar; assistir televisão até tarde; excesso de luz acesa.  A alimentação e bebidas que podem interferir no sono como café, chá preto, chimarrão, chocolate, guaraná e refrigerantes à base de cola contêm elementos que excitam o sistema nervoso. Também a nicotina do cigarro é prejudicial ao sono e, ao contrário do que se pensa, o álcool não o favorece.

A insônia começa a ser um problema quando as dificuldades para dormir persistem por mais do que 3 vezes por semana; quando a dificuldade em iniciar o sono supera os 30 minutos após a ida para a cama; quando há queixas de mau humor, fadiga e cansaço depois de uma noite mal dormida; quando as atividades profissionais, sociais, familiares, etc. começam a ser prejudicadas e, finalmente, quando esse estado perdura por mais de seis meses.

Sendo a insônia um distúrbio complexo e multifacetado, seu tratamento pode exigir inúmeras abordagens. A medicina psicossomática lida com símbolos e, para entender essa queixa que o paciente nos apresenta e ajudá-lo a resolver o problema, nossa primeira pergunta é: o que a insônia significa do ponto de vista simbólico?.

Nossa vida é caracterizada por situações ligadas a causas e efeitos. A Insônia é um efeito ligado a situações mal resolvidas e/ou não resolvidas, acumuladas ao longo do dia, resultado de eventos estressantes em que o acúmulo de tensão e ansiedade é evidente, como: morte em família, problemas financeiros, mudança de emprego ou problemas matrimoniais. O estresse é a reação do nosso organismo à ação de qualquer estímulo, agradável ou desagradável, físico ou químico, infeccioso ou orgânico, nervoso ou mental, emocional ou afetivo.

A hipnose dinâmica não tem nada de misticismo nem é arte teatral.  O hipnotizado mantém a consciência de que só é hipnotizado quem quer.  A hipnose dinâmica é uma técnica que se utiliza da comunicação não verbal (CNV), permitindo que uma pessoa, em estado alterado de consciência, possa ter acesso a recordações de situações anteriores, sem perder a consciência, porém com a concentração focalizada, que não deixa que elementos externos interfiram no processo hipnótico.  O inconsciente não está limitado pela lógica, espaço e tempo, podendo lembrar de tudo.  A mente pode comentar, criticar, censurar e a pessoa não perde o controle do que diz. Nesse estado alterado de consciência é que a pessoa resgata lembranças que possam estar influindo negativamente na sua vida presente e que, provavelmente, sejam a fonte de seus problemas.  Doenças psicossomáticas como síndrome do pânico, obesidade, impotência feminina e masculina, ansiedade, stress, tabagismo, alcoolismo, dependência de drogas, medos (de dirigir, de avião, etc.) podem ser tratadas e curadas por meio da hipnose.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Convite




Lançamento na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 31 de agosto de 2016, das 19h00 às 21h30


O livro aborda temas que provocam desconforto. Sintomas como ansiedade, depressão, pânico, medo, fobias, insônia, ou hábitos e vícios que concretamente prejudicam a harmonia de um todo composto por corpo, mente, coração e intelecto: problemas psicossomáticos e comportamentais que levam a pessoa a se sentir estranha, árida e incapacitante: Eu Sou Assim, é o que a maioria pensa de si mesmo, sem muita Autoestima.
Quando sou procurado por um paciente, que se sente vitimizado por qualquer um desses sintomas, procuro ajuda-lo mostrando a ele que: Você não É assim. Está assim. “Estar” é transitório, enquanto “Ser” é categórico. A Hipnose Dinâmica, cúmplice em todos os passos dessa minha Jornada Terapêutica, ajuda o paciente a se perceber melhor, para que ele deixe de “estar” e volte a “ser” o que realmente é, com conforto e consciência.
Esse é o enfoque principal do livro, com relatos de patologias em forma de histórias simples, com conteúdo e profundidade, o que amplia a abrangência do interesse, que não fica restrito a portadores de qualquer sintomatologia. O simples sempre encontra ressonância em mais leitores.
Através desses temas, que minha prática clínica aborda, procuro esclarecer e transformar a incompreensão das “dores” emocionais que tanto incomodam, em um “bem estar” que abre possibilidades de cura. Esse é o meu intuito ao escrever este livro e acredito que vai beneficiar todas as pessoas que o lerem.